segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A indústria do Desperdício

Promoções de todos os tipos anunciam produtos eletrônicos cada vez mais baratos, modernos, bonitos e cheios de tecnologias que prometem revolucionar o seu modo de vida... Mas o que realmente acontece é que a maioria das pessoas não se dá conta do desperdício causado pelo consumismo em nome da modernidade. Você pode pensar que eu estou falando do gasto que temos toda vez que precisamos reparar ou comprar outro aparelho, quer seja por danos, ou pelo mesmo estar desatualizado... Mas eu vou além! Você comprou aquele DVD lindo, minúsculo e fantástico no começo do ano e nove meses depois ele já não funciona mais. Você tentou recuperá-lo enviando para o conserto, mas descobriu que o reparo é inviável... Daí a saída foi jogá-lo no lixo e comprar outro novinho, afinal é tão barato que não vale a pena consertar...
Se você acha isso normal é bom parar e pensar por um instante no seguinte: quanta energia elétrica foi gasta para fabricar esse aparelho?  Quanto combustível foi queimado no seu transporte? Quanta mão de obra foi gasta para que ele fosse manufaturado? Quantos insumos foram gastos na sua fabricação? Estas são algumas questões que talvez você não tenha pensado antes, mas que são relevantes quando se trata da atual política consumista que nos norteia. Vale lembrar que não se trata apenas de um único aparelho jogado no lixo, mas que são centenas deles sucateados. Verdadeiras fortunas jogadas fora!
Hoje nos vendem que aparelhos mais novos consomem menos e que têm melhor desempenho, etc., mas o que adianta ter tudo isso se são tão descartáveis? Se por um lado há economia, por outro há o desperdício ao jogá-lo no lixo.
Não sou contra a tecnologia, aliás, vivo dela, mas hoje aparelhos nascem e desaparecem em questão de anos, às vezes nem isso, e ai? O que acontece com você que comprou? E o que é pior, isso está virando vício (alguns dizem que é moda, eu não vejo assim) com pessoas comprando compulsivamente novos aparelhos porque acham que não podem viver sem o que há de mais moderno no mercado, não se preocupando com o destino do aparelho velho que até então o servia muito bem.
Todos se acostumaram a enxergar as ofertas como se elas tivessem nascido nas vitrines, sem pensar no quanto foi gasto para produzi-las, transportá-las, isto é, sem falar na matéria prima e todo seu processo de extração...
Mas o que mais me deixa indignado é que as pessoas ainda procuram os melhores produtos, aqueles mais duráveis, belos e eficazes que as satisfaçam.  E muitos não se importam em pagar um pouco mais por esses benefícios, no entanto, as fábricas continuam a nos empurrar produtos descartáveis sobre o pretexto de que a concorrência é grande e que não sobrevive quem fabrica produtos mais caros... Será verdade? Será que realmente quem produz com qualidade e durabilidade a um preço superior não sobrevive nesse mercado?
Até quando a natureza irá suportar todo esse desperdício? Teremos que esgotar todas as reservas naturais fabricando porcarias efêmeras, para satisfazer a ganância de alguns e nossos egos? Eu só sei de uma coisa, caminhando do jeito que está, a indústria do futuro será baseada na coleta de lixo, para transformá-lo em produtos úteis e duráveis, visto que não haverá mais espaço para desperdício diante da escassez global que se anuncia.
Enfim, quando for comprar aquele produto “barato” da promoção, que nem tanta utilidade tem para você no momento, pense se vale à pena. Será que é tão barato assim?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Para um sistema prisional com justiça!


Se me perguntarem se sou a favor da pena de morte, sou terminantemente contra, acho uma pena muito leve para quem tira a vida de alguém. Antes que me perguntem o porquê da resposta vou logo explicando: e a família da vítima? Alguma coisa tem que ser feita para, pelo menos, ajudar a essa família. Aquele que cometeu esse crime tem por obrigação ressarcir de alguma maneira, principalmente financeira.
O sistema carcerário brasileiro nos moldes que está não cumpre a sua principal função que é ressocializar o detento enquanto castiga pelo crime praticado. Nossas cadeias são escolas do crime além de ferir totalmente os direitos humanos, esses tão alardeados, mas quase nunca cumpridos... Bem! Falar disso é chover no molhado, todos sabem de cor e salteado, então vamos às idéias de mudança para esse sistema, se que é podemos chamá-lo assim...
Criação de prisões no interior, longe das cidades onde os detentos trabalhariam no cumprimento de suas penas para ressarcir o prejuízo que deram a quem foi lesado fabricando uma série de produtos destinados a construção de casas populares como: tijolos, telhas, pré-moldados, ferragens etc.
Os detentos receberão pelo que produzirem na seguinte proporção:
Uma parte será utilizada para ressarcir o governo que por sua vez terá que pagar, ao fim do processo, pelos prejuízos causados pelo preso, isso no caso de furto ou roubo.
No caso de homicídio uma parte desse valor será dada a família da vítima a título de indenização.
Uma parte será entregue à família do detento em substituição ao auxilio reclusão pago hoje pelo governo, valor esse que sai de nossos bolsos.
E o restante em uma conta poupança que será devolvido ao detento ao fim de sua pena devidamente corrigido.
Se o tempo de pena não for suficiente para o detento pagar pelo prejuízo causado à sociedade, o mesmo continuará a pagar após o cumprimento de sua pena.
O dia de trabalho do detento começaria as 8:00 horas da manhã, com parada para almoço das 11:00 às 12:00 horas, finalizando a jornada às 17:00 horas. Criação de escola para complementação dos estudos de primeiro e segundo graus, além de cursos profissionalizantes e superiores. Tudo isso de segunda a sábado.  As tardes de sábado serão reservados para limpeza das celas e lavagem das roupas.
Os domingos serão de folga, com jogos e lazer e visitas de familiares, realizadas em rodízios e em local apropriado para tal.
Todo material produzido nessas prisões empresas serão vendidos para empresas de construção civil e licitantes de obras públicas (essas serão obrigadas a utilizar esse material em construções e reformas de bens públicos). Uma empresa privada será responsável pela administração dessas vendas e repasses aos presos sendo inspecionadas pelo Ministério Público e auditores privados que serão bem remunerados em caso de descoberta de fraudes.
Não haverá redução de pena por trabalho e nem condicional, toda pena deverá ser cumprida no regime de trabalho e estudos, mas após o cumprimento da pena o detento terá sua ficha limpa (Somente a justiça saberá da sua condição de ex-detento), uma conta poupança com dinheiro para recomeçar sua vida e profissões adicionais aprendidas nesse período. Não haverá auxílio reclusão (pago por nós) pagamento por alimentação, vestuário, construção e reforma das celas que serão feitas pelos próprios ocupantes.  O governo não mais pagará para fabricação de fardas já que as mesmas serão feitas pelas detentas no cumprimento de suas penas.
Esses anos de trabalho serão computados para a obtenção de aposentadoria, que será concedida assim que for cumprida a pena. Os detentos de idade avançada trabalharão em hortas, plantações, criação de animais, enfermagem, biblioteca, enfim, em serviços menos pesados, mas não menos importantes, pois todos esses produtos e serviços serão consumidos no dia a dia dos detentos, em sua alimentação e saúde.
Como podem ver eles terão que trabalhar muito para pagarem por seus crimes. Mas e os direitos humanos dos presos? Eu pergunto e os direitos humanos de quem trabalha em serviços pesados para ganhar um salário mínimo para criar sua família?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Mudanças na dinâmica do congresso nacional

Sobra gente e falta trabalho, sobram problemas e falta força de vontade. Se existem congressistas bons devem ser uma minoria.
Mudanças se fazem necessárias para moralizar um congresso desgastado por tantos escândalos. Com essa intenção criei minhas regras que, entendo, dariam um pouco mais de credibilidade e justiça à política, que hoje é essa balburdia, são elas:
Criação do sistema de cartão de ponto, como em uma empresa privada, com horário de entrada e saída. De segunda a sexta-feira feira, das 8:00 às 18:00 horas e aos sábados das 8:00 às 12:00 horas. As faltas só serão abonadas mediante atestado médico sujeito a comprovação.  As não justificadas serão debitadas dos vencimentos. Para os congressistas que tiverem um percentual de faltas superior a 20% ao mês, não justificadas, será automaticamente destituído do cargo, e seu lugar será ocupado por um suplemente.
A cada mês, três semanas serão destinadas às atividades normais do Congresso. Uma semana por mês, o congressista terá a obrigação de visitar suas bases eleitorais, para ouvir daqueles que o elegeram, as reivindicações necessárias e até mesmo elogios por estar honrado o mandato. Essa viagem de ida e volta, com direito a um acompanhante é gratuita, pois o eleito estará a serviço do cargo, mas qualquer outra viagem será paga pelo congressista.
As votações serão realizadas no período da tarde com a presença de todos os congressistas conforme seu cargo (Deputado ou Senador), com voto eletrônico e aberto.
 Instituir um sistema de cotas mínimas de projetos por congressista onde a falta de empenho em apresentar trabalhos viáveis, será punida com o proporcional corte dos seus vencimentos.
Quanto a transporte e habitação, os congressistas que quiserem podem usufruir de apartamentos funcionais e carros oficiais sendo que os mesmos terão uma cota de combustível mensal e manutenção por conta do congressista.
Pauta anual de votação terá que ser cumprida totalmente sob pena de ser completada durante o período de férias e sem remuneração. Não haverá esforço concentrado remunerado para votações extemporâneas.
Será dada total infra-estrutura de comunicação como: telefone, celulares, fax, computadores, gráfica etc. para o exercício da função de congressista, porém qualquer tipo de uso que não seja o estritamente profissional será punido com corte no vencimento e advertência para os infratores. A soma das infrações, a certo limite, levará a suspensão ou perda do cargo.
Políticos não são eleitos para terem vida boa e confortável – até demais -, mas para retribuírem os votos obtidos, em forma de cumprimento dos anseios do povo!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mudanças radicais no curriculum para ingressar na carreira política:



Nos atuais moldes qualquer pessoa, sem preparo algum, pode galgar todos os cargos políticos sem sequer saber o que significam as letras do próprio apelido, que passa a ser conhecido como nome próprio, ex. caso Tiririca.
As minhas sugestões são:
Criação dos cursos: técnico profissionalizante em Administração Pública e superior em Administração Pública, com matérias ligadas a administração de recursos públicos, criação e gerencia de projetos, estrutura e funcionamento das Fazendas Públicas Municipais, Estaduais e Federais, além das Autarquias. Outras matérias importantes como, matemática financeira, direito voltado à legislação pertinente a Administração Pública, informática, e especialmente aulas de português, tanto falado como redigido. Em pleno século XXI é INADMISSÍVEL ouvir dos dirigentes de nossa Amada Pátria, pronunciar palavras soltas e discurso que nos envergonham.
O candidato que se prestar a freqüentar o curso sugerido, que deverá ser gratuito, só poderá ser aprovado se obtiver 70% de aproveitamento e 70% de freqüência.
Qualquer brasileiro, maior de idade, com fixa limpa, filiado a um partido político poderá concorrer a um cargo eletivo desde que:
Para PREFEITO e VEREADOR, tenha cursado quatro anos do curso técnico em administração pública, com o respectivo diploma;
Para DEPUTADO ESTADUAL e GOVERNADOR, além do diploma do curso técnico e superior em Administração Pública, deverá ter ocupado os cargos de Vereador ou Prefeito Municipal;
Para SENADOR ou DEPUTADO FEDERAL além de diplomado em Administração Pública (técnico e superior) haverá o candidato de ter ocupado, primeiramente os cargos de Prefeito ou Vereador e depois de Deputado Federal ou Governador.
Para PRESIDENTE deverá o candidato, ser diplomado em Administração Pública e ter na prática passado pelos cargos eletivos de Prefeito ou Vereador (primeira etapa), Deputado Estadual ou Governador (segunda etapa), Senador ou Deputado Federal (terceira etapa).
O mandato será de quatro anos com direito a reeleição apenas uma vez e em apenas um dos níveis. Uma vez galgado todos os níveis o candidato se torna inelegível. Desse modo se faz uma reciclagem na política de vinte em vinte anos.
Se em uma empresa privada é exigido alta qualificação de seus funcionários e a progressão de cargos feita por competência, desempenho, e outros requisitos, imaginem o quanto mais qualificado deva ser o Representante que elegermos para a Administração Pública, desde a Municipal à Federal!
Toda essa hierarquia para ocupação de cargos de liderança na política viria a moralizar, ou pelo menos dar condições técnicas à Administração Pública.
Esse conjunto de regras não tornaria a política mais elitizada, e sim mais competente para administrar um país e, portanto, a vida de todos os cidadãos. O que não está correto é “rebaixar a política” para que qualquer cidadão possa concorrer a todos os cargos políticos e, durante seu mandato aprender o que já deveria estar sabendo de longa data, enquanto o povo paga a condenação por sua falta de capacidade, seriedade e competência.

Bem Vindos!


Este blog é destinado àqueles que como eu estão cansados de apenas ficar indignados com os acontecimentos.  De somente emitir opinião sobre o andamento das coisas tentando achar os “culpados”.  Que acreditam não haver mais esperança ou que estão a procura de uma ideologia salvadora, ou ainda, em busca de “salvadores da pátria” que de um dia para outro mudem tudo, como que num passe de mágica.
O que eu proponho com esses, até então, “devaneios”, é oferecer alternativas de mudanças que embora pareçam difíceis de acontecer, nos levem a pensar de um modo mais prático e menos voltado ao imediatismo que não contempla mudanças básicas nesse sistema já a tanto corrompido, para não dizer pútrido que nos norteia e que somos co-responsáveis. (?)
A motivação que me leva a compartilhar tais “soluções” vem da necessidade de lapidar pensamentos, ouvindo opiniões semelhantes e contrárias, fundamentadas em experiências ou puro conhecimento, fazendo surgir, quiçá, um modo de ver e de agir mais responsável, inteligente e maduro, lembrando que para construir algo novo deve haver a desconstrução daquilo que não nos agrada mais.
Não tenho a pretensão de ser o dono da verdade, tampouco ”puxar sardinha” para esse ou aquele grupo, partido, ou casta, muito pelo contrário, quero discutir idéias inovadoras que venham a enriquecer, fortalecer ou desfazer pensamentos preexistentes, contribuir e levar a reflexão sobre assuntos relevantes do nosso cotidiano de um jeito mais aprofundado, mostrando a quem se propuser a ler, que a cada ação existe uma reação e que nem sempre mudar o que iminente pode levar a um bom resultado. 
Enfim, espero que gostem, pensem e assim como eu procurem soluções, mesmo que pareçam utópicas, mas acreditando que vale a pena, pois para começar uma caminhada é preciso dar o primeiro passo...!

Cláudio Junior de Souza