segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Uma nova visão sobre o ingresso na vida pública


                Depois de algum tempo meditando sobre esse assunto e ouvindo e aprendendo um pouco mais a respeito penso que as modificações no modo de se galgar cargos políticos no Brasil deveria ser assim:
                Divisão em três níveis a política brasileira: municipal, estadual e federal.
                Ao candidato que queira ingressar no nível mais básico (municipal) será necessário ter cursado quatro anos do curso Técnico de Administração Pública obtendo média de 70% de nota e presença para ser diplomado e assim apto a ser candidato aos cargos deste nível.
                Os candidatos eleitos para os cargos de prefeito e vereador poderão exercer dois mandatos de quatro anos, consecutivos ou intercalados. Ao término dos mandatos o político terá que optar entre disputar vaga no segundo nível ou encerrar sua carreira política.
                Para os cargos de médio (estadual) será necessário que o candidato tenha passado pelo nível anterior em seus dois mandatos e que tenha cursado quatro anos do curso superior em Administração Pública obtendo média de 70% de nota e presença para ser diplomado e assim ser candidato aos cargos deste nível.
                Os candidatos eleitos para os cargos de governador e deputado estadual poderão exercer dois mandatos de quatro anos, consecutivos ou intercalados em cada cargo ou em ambos. Ao término dos mandatos o político terá que optar entre disputar vaga ao nível superior ou encerrar sua carreira política. É vedado ao político concorrer aos cargos do nível inferior.
                Para os cargos de nível superior (federal) será necessário que o candidato tenha passado pelos níveis anteriores e exercido seus mandatos em cada nível e que seja pós-graduado, mestre ou doutor em alguma das áreas da administração publica devidamente comprovado para ser candidato aos cargos deste nível.
                Os candidatos eleitos para Deputado Federal e Senador poderão exercer dois mandatos de quatro anos, consecutivos ou intercalados em cada cargo ou em ambos. Ao término dos mandatos o político terá que optar entre disputar o cargo de Presidente da República a qualquer tempo ou encerrar sua carreira política. É vedado ao político concorrer a qualquer cargo que não seja o de Presidente da República.
                Aos requisitos anteriores se junta, em todos os níveis, a necessária e imperativa reputação ilibada e carreira livre de processos administrativos. O indiciamento em qualquer crime administrativo faz cessar o direito de concorrer a qualquer cargo administrativo em qualquer nível enquanto não for finalizado todo o processo de apuração dos fatos e que tenha sido o político absolvido de forma cabal pelo órgão de justiça competente de forma definitiva.
                A finalidade dessas mudanças visa:

  •        O ingresso na política de pessoas preparadas para exercer aos cargos de cada nível e suas complexidades advindas.
  •         Preparar o candidato para que o mesmo possa exercer de forma absoluta as funções inerentes ao cargo sem perda de tempo e de forma consciente e certeira.
  •          Dar ao político capacidade de escolha consciente e individual e livre.
  •          Promover a renovação, a cada oito anos, dos políticos de cada nível.
  •          Cada nível galgado dá a população, a certeza de conhecimento administrativo e cultural.
  •          O não alinhamento do político aos anseios da população que o elegeu poderá resultar no fim da carreira mais rapidamente.

                Das eleições em todos os níveis:
                Eleições a cada dois anos, porém com a seguinte mudança:

  •          Em um pleito, somente os cargos do poder executivo, em todos os níveis (prefeito, governador, presidente);
  •          Dois anos depois, somente para os cargos do poder legislativo, em todos os níveis (vereador, deputados estaduais, federais e senadores).
                Essa mudança visa acabar com o princípio de que o município, estado ou nação encontra-se com dificuldades financeiras deixadas pela gestão anterior e por isso as necessidades não poderão ser atacadas enquanto não formem pagas. Isso faz com que seja pratica comum nos dois primeiros anos de mandato sem quase nenhuma mudança. No terceiro ano do mandato as obras aparecem e são muito divulgadas, pois no quarto ano por ser ano eleitoral elas serão lembradas e também não podem ser executadas.

domingo, 27 de março de 2011

A fina e frágil Rainha do Lar!


Ninguém mais quer uma TV pesada e volumosa em sua casa, trabalho ou veículo, dentre tantos outros lugares onde se pode usar tal eletrodoméstico, porém nem bem chegaram os novos e esbeltos modelos de TVs ao mercado e já começam a surgir os primeiros problemas.
Será que com tanta tecnologia envolvida nessa revolucionária reinvenção não daria pra pensar só um pouquinho em durabilidade? Ou será que teremos que blindar nossa finíssima TV para que não aconteça com ela nenhum tipo de “atentado” ao nosso caro brinquedinho.
É notória a fragilidade dos modelos de TVs em LCD do mercado, quanto maiores, mais belas e esbeltas, mais frágeis são. Uma criança com o controle nas mãos, uma vassoura mal dirigida, o vento forte de uma tempestade, aquele produto de limpeza que você não sabe se é abrasivo, enfim são tantos os acidentes que podem ocorrer com tais aparelhos que é de se estranhar que engenheiros tão dedicados não tenham atentado para esse fato.
Quem sabe a sobreposição de uma chapa de acrílico transparente ao LCD, ou vidro, se não for ficar muito pesado para os frágeis “pés plásticos”... Enfim, soluções há aos milhares, mas e a vontade de mudar? Haverá?
Enquanto isso vamos esperando pacientemente que alguém, com um pouco de boa vontade, possa pensar um pouquinho menos na tecnologia e um pouco mais na durabilidade, afinal de contas a natureza e nosso bolso agradecem!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A indústria do Desperdício

Promoções de todos os tipos anunciam produtos eletrônicos cada vez mais baratos, modernos, bonitos e cheios de tecnologias que prometem revolucionar o seu modo de vida... Mas o que realmente acontece é que a maioria das pessoas não se dá conta do desperdício causado pelo consumismo em nome da modernidade. Você pode pensar que eu estou falando do gasto que temos toda vez que precisamos reparar ou comprar outro aparelho, quer seja por danos, ou pelo mesmo estar desatualizado... Mas eu vou além! Você comprou aquele DVD lindo, minúsculo e fantástico no começo do ano e nove meses depois ele já não funciona mais. Você tentou recuperá-lo enviando para o conserto, mas descobriu que o reparo é inviável... Daí a saída foi jogá-lo no lixo e comprar outro novinho, afinal é tão barato que não vale a pena consertar...
Se você acha isso normal é bom parar e pensar por um instante no seguinte: quanta energia elétrica foi gasta para fabricar esse aparelho?  Quanto combustível foi queimado no seu transporte? Quanta mão de obra foi gasta para que ele fosse manufaturado? Quantos insumos foram gastos na sua fabricação? Estas são algumas questões que talvez você não tenha pensado antes, mas que são relevantes quando se trata da atual política consumista que nos norteia. Vale lembrar que não se trata apenas de um único aparelho jogado no lixo, mas que são centenas deles sucateados. Verdadeiras fortunas jogadas fora!
Hoje nos vendem que aparelhos mais novos consomem menos e que têm melhor desempenho, etc., mas o que adianta ter tudo isso se são tão descartáveis? Se por um lado há economia, por outro há o desperdício ao jogá-lo no lixo.
Não sou contra a tecnologia, aliás, vivo dela, mas hoje aparelhos nascem e desaparecem em questão de anos, às vezes nem isso, e ai? O que acontece com você que comprou? E o que é pior, isso está virando vício (alguns dizem que é moda, eu não vejo assim) com pessoas comprando compulsivamente novos aparelhos porque acham que não podem viver sem o que há de mais moderno no mercado, não se preocupando com o destino do aparelho velho que até então o servia muito bem.
Todos se acostumaram a enxergar as ofertas como se elas tivessem nascido nas vitrines, sem pensar no quanto foi gasto para produzi-las, transportá-las, isto é, sem falar na matéria prima e todo seu processo de extração...
Mas o que mais me deixa indignado é que as pessoas ainda procuram os melhores produtos, aqueles mais duráveis, belos e eficazes que as satisfaçam.  E muitos não se importam em pagar um pouco mais por esses benefícios, no entanto, as fábricas continuam a nos empurrar produtos descartáveis sobre o pretexto de que a concorrência é grande e que não sobrevive quem fabrica produtos mais caros... Será verdade? Será que realmente quem produz com qualidade e durabilidade a um preço superior não sobrevive nesse mercado?
Até quando a natureza irá suportar todo esse desperdício? Teremos que esgotar todas as reservas naturais fabricando porcarias efêmeras, para satisfazer a ganância de alguns e nossos egos? Eu só sei de uma coisa, caminhando do jeito que está, a indústria do futuro será baseada na coleta de lixo, para transformá-lo em produtos úteis e duráveis, visto que não haverá mais espaço para desperdício diante da escassez global que se anuncia.
Enfim, quando for comprar aquele produto “barato” da promoção, que nem tanta utilidade tem para você no momento, pense se vale à pena. Será que é tão barato assim?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Para um sistema prisional com justiça!


Se me perguntarem se sou a favor da pena de morte, sou terminantemente contra, acho uma pena muito leve para quem tira a vida de alguém. Antes que me perguntem o porquê da resposta vou logo explicando: e a família da vítima? Alguma coisa tem que ser feita para, pelo menos, ajudar a essa família. Aquele que cometeu esse crime tem por obrigação ressarcir de alguma maneira, principalmente financeira.
O sistema carcerário brasileiro nos moldes que está não cumpre a sua principal função que é ressocializar o detento enquanto castiga pelo crime praticado. Nossas cadeias são escolas do crime além de ferir totalmente os direitos humanos, esses tão alardeados, mas quase nunca cumpridos... Bem! Falar disso é chover no molhado, todos sabem de cor e salteado, então vamos às idéias de mudança para esse sistema, se que é podemos chamá-lo assim...
Criação de prisões no interior, longe das cidades onde os detentos trabalhariam no cumprimento de suas penas para ressarcir o prejuízo que deram a quem foi lesado fabricando uma série de produtos destinados a construção de casas populares como: tijolos, telhas, pré-moldados, ferragens etc.
Os detentos receberão pelo que produzirem na seguinte proporção:
Uma parte será utilizada para ressarcir o governo que por sua vez terá que pagar, ao fim do processo, pelos prejuízos causados pelo preso, isso no caso de furto ou roubo.
No caso de homicídio uma parte desse valor será dada a família da vítima a título de indenização.
Uma parte será entregue à família do detento em substituição ao auxilio reclusão pago hoje pelo governo, valor esse que sai de nossos bolsos.
E o restante em uma conta poupança que será devolvido ao detento ao fim de sua pena devidamente corrigido.
Se o tempo de pena não for suficiente para o detento pagar pelo prejuízo causado à sociedade, o mesmo continuará a pagar após o cumprimento de sua pena.
O dia de trabalho do detento começaria as 8:00 horas da manhã, com parada para almoço das 11:00 às 12:00 horas, finalizando a jornada às 17:00 horas. Criação de escola para complementação dos estudos de primeiro e segundo graus, além de cursos profissionalizantes e superiores. Tudo isso de segunda a sábado.  As tardes de sábado serão reservados para limpeza das celas e lavagem das roupas.
Os domingos serão de folga, com jogos e lazer e visitas de familiares, realizadas em rodízios e em local apropriado para tal.
Todo material produzido nessas prisões empresas serão vendidos para empresas de construção civil e licitantes de obras públicas (essas serão obrigadas a utilizar esse material em construções e reformas de bens públicos). Uma empresa privada será responsável pela administração dessas vendas e repasses aos presos sendo inspecionadas pelo Ministério Público e auditores privados que serão bem remunerados em caso de descoberta de fraudes.
Não haverá redução de pena por trabalho e nem condicional, toda pena deverá ser cumprida no regime de trabalho e estudos, mas após o cumprimento da pena o detento terá sua ficha limpa (Somente a justiça saberá da sua condição de ex-detento), uma conta poupança com dinheiro para recomeçar sua vida e profissões adicionais aprendidas nesse período. Não haverá auxílio reclusão (pago por nós) pagamento por alimentação, vestuário, construção e reforma das celas que serão feitas pelos próprios ocupantes.  O governo não mais pagará para fabricação de fardas já que as mesmas serão feitas pelas detentas no cumprimento de suas penas.
Esses anos de trabalho serão computados para a obtenção de aposentadoria, que será concedida assim que for cumprida a pena. Os detentos de idade avançada trabalharão em hortas, plantações, criação de animais, enfermagem, biblioteca, enfim, em serviços menos pesados, mas não menos importantes, pois todos esses produtos e serviços serão consumidos no dia a dia dos detentos, em sua alimentação e saúde.
Como podem ver eles terão que trabalhar muito para pagarem por seus crimes. Mas e os direitos humanos dos presos? Eu pergunto e os direitos humanos de quem trabalha em serviços pesados para ganhar um salário mínimo para criar sua família?